Ações preventivas para evitar desmonte nas 184 prefeituras do Ceará, com a posse dos novos prefeitos, estão sendo discutidas pelo Tribunal de Contas do Municípios (TCM) e Procuradoria Geral de Justiça (PGJ).
Durante reunião realizada na manhã desta segunda-feira (15), ficou decidido a formação de um grupo de trabalho - com o o envolvimento da Promotoria de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Procap) e Grupo de Inteligência da PGJ - para agir, de forma imediata em caso de recebimento de denúncias fundamentadas contra prefeitos que estão deixando os cargos.
Também serão fiscalizadas as prefeituras onde os candidatos eleitos não poderiam ter disputado por causa da Lei da Ficha Limpa; que tiveram problemas em prestações de contas; dirigentes que tiveram processos julgados e negados pelo TCM e Justiça; que ficaram muito tempo sem passar por uma fiscalização do TCM e ainda aqueles onde existem denúncias do Ministério Público ou da Justiça.
Dados do TCM mostram que das 141 prefeituras cearenses que sofreram fiscalização no período de janeiro a setembro deste ano, 79 - ou 56% do total das prefeituras fiscalizadas - o prefeito não poderia ser candidato à reeleição por problemas nas prestações de contas.
Para também auxiliar os promotores de Justiça, de cada município, nesse trabalho de fiscalização das contas públicas municipais, o TCM e a PGJ estão elaborando uma cartilha que deverá conter uma matriz de possibilidades de irregularidades, com exemplos de situações a serem observadas para evitar processos de desmonte durante o processo de transição nas prefeituras.
G1
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